Words Can Glow |
We're all in the same game, just different levels. Dealing with the same hell, just different devils. |
Não me envolvo.
Ou, pelo menos, não me envolvia. Não me leve a mal, mas depender emocionalmente de alguém nunca esteve em meus planos. Porém, não me considero uma “compromissofóbica”. Não é o compromisso que me assusta - aliás, na minha opinião isso não passa de um rótulo, uma palavra imposta por quem gosta de dar nome a tudo. Pelo contrário, a idéia de ter alguém ao meu lado me atrai bastante. Quero dizer, quer algo mais gostoso do que amar e ser amado? Compartilhar sua rotina, sonhos e planos com alguém que se importa e retribui na mesma intensidade… Ah, o idealismo! Ter um relacionamento não me assusta, nem me afasta. Na verdade, faz meus olhos brilharem.
Então de onde - você deve estar se perguntando - vem esse desprezo pelo envolvimento?
E eu te respondo com um clichê: o problema está em mim. Eu como eu me sinto. O problema não está em gostar, está em como posso agir quando gosto. Odeio me importar. Acho que sou egoísta, porque prefiro de ter apenas “eu” como preocupação. Não gosto de sentir ciúmes - e quando se gosta de alguém, é inevitável -, não gosto de me sentir vulnerável, ter minha felicidade (ou parte dela, pelo menos) nas mãos de outra pessoa.
É o velho problema da autossuficiência. Prefiro depender única e exclusivamente de mim, para qualquer coisa. Sou uma pessoa racional, e gosto disso. Não sei se vou gostar tanto de mim se me transformar em uma namorada ciumenta, possessiva, neurótica. Não que eu seja assim. Mas tenho medo de me tornar… Eu conheço minha insegurança quando gosto de verdade de alguém.
A vulnerabilidade me assusta. A minha felicidade, nas mãos de outra pessoa… Me dá arrepios, só de pensar. Já falei isso antes e estou me repetindo, eu sei. Então, que tal uma novidade agora?
Talvez eu esteja preparada. Eu quero gostar de alguém. Quero me envolver, me importar. Preciso de paciência, porque acho que não sei mais ser uma namorada. Talvez eu não saiba ser atenciosa, presente e doce, talvez eu não saiba mais como me dedicar a alguém. Mas estou disposta a tentar, se você também estiver.
Dizem por aí que ninguém é feliz sozinho… Será mesmo? Tenho fortes dúvidas quanto a esse assunto. Quero dizer, vamos lá: será que realmente é mais fácil ser feliz dividindo a sua vida com outra pessoa?
Desde criança, sempre almejei a independência financeira e econômica. Enquanto muitas garotinhas da minha idade sonhavam com seus príncipes encantados e vestidos de casamento, eu desejava morar sozinha em um apartamento só meu. Enquanto elas planejavam a vida baseando-se em um marido rico, eu estudava e enchia a boca para falar por aí o quanto eu desejava ter sucesso profissional. Falava, para quem quisesse ouvir, como eu desejava morar em uma casa gigante com piscina, quadra de tênis e milhares de cômodos, tudo fruto do meu trabalho.
Agora, depois de crescida - ainda me sinto muito nova para usar a palavra “adulta” - comecei a conviver com outro tipo de independência: a afetiva. Veio naturalmente. Talvez, por causa das minha eternas tentativas de encontrar o cara certo, acabei me tornando um pouco mais “imune” aos laços românticos. Não que tenham sido muitas decepções - para isso, seriam necessárias muitas experiências -, mas as poucas que tive foram bastante pertinentes. Foram relevantes ao ponto de me fazer questionar se realmente vale a pena embarcar em novos romances e relacionamentos, se tudo parece fadado a dar errado, no final das contas.
Já ouvi falar que manter as expectativas no menor nível possível ajuda um relacionamento a dar certo. Nunca ouvi tanta besteira! A única ajuda que isso oferece é simplesmente de uma decepção menor. Quem quer ficar com outra pessoa não botando fé nenhuma? Eu é que não! Por isso, as vezes acho que ficar sozinha é melhor. Tenho percebido que gosto de minha companhia: gosto de pensar sobre as coisas sem influências externas. Dou risada sozinha e, é claro, tenho amigos que me fazem companhia quando canso da minha linha de raciocínio. Tudo faz sentido, não?
Faz, tirando o fato de que… Ninguém é feliz sozinho. Taí um pensamento que sempre me persegue! Será mesmo? Ser feliz consigo é muito bom, mas se não tiver alguém com quem dividir, qual é a graça? Veja bem: dizem que primeiro, precisamos amar a si para sermos capazes de amar outra pessoa. Por isso, a importância da independência afetiva. Você tem que se amar! Mas precisa dar a chance de uma segunda pessoa te amar também, não? A não ser, é claro, que você queira envelhecer sozinha, na companhia de seus 27 gatinhos (e herdeiros).
Por isso, mesmo que não se sinta preparada, pare e analise se vale a pena baixar um pouco a guarda. Talvez não imediatamente, mas em um futuro próximo. Seja egoísta, se coloque em primeiro lugar, mas não seja a única. Seja apaixonada por si, mas dê a chance de se apaixonar por outra pessoa também. A vida é isso: tentativas. Mais cedo ou mais tarde, vai dar certo. Tem que dar.
(Texto por Thaline Malvezi)
Quem nunca ouviu falar naquela teoria que um novo amor cura a dor do antigo? Particularmente, acho essa teoria uma verdadeira faca de dois gumes.
Vamos lá: pode ser que realmente funcione, uma ou duas vezes. Você está chateada, passando por uma má fase graças aquele namoro que não deu certo. Você pensa demais em seu ex-namorado e passa horas planejando estratégias para dar um jeito de consertar tudo, mesmo que muitas vezes o erro não tenha sido seu. Aí, nesse meio tempo, conhece outro rapaz e, aos poucos, ele vai cobrindo a ausência que o outro faz e vai preenchendo aquele vazio em seu peito.
Algum tempo depois – surpresa! – seu novo relacionamento também vai por água abaixo. Seja qual for o motivo, aquele cara que preencheu a falta do antigo passa a ser o seu novo vazio. Aí você fica, mais uma vez, pensando em mil maneiras de voltar atrás e fazer dar certo. E então conhece um novo rapaz e… Pode parar por aí!
Tudo o que nos precisamos é dar um tempo. Gastar o nosso tempo útil pensando em nada mais nada menos do que em nós mesmas. Tentar melhorar os defeitos, focar nas qualidades e conhecer a autossuficiência… Sabe quando você está sozinha, pensa em alguma coisa e morre de dar risada consigo mesma? É disso que estou falando! É do autoconhecimento, que vai trazer uma nova paixão em sua vida: você. Pode ser uma fase estranha para quem está acostumada a sempre ter alguém em quem pensar, mas pode ter certeza que, uma vez apaixonada por si mesma, você vai estar preparada para deixar um novo amor entrar na sua vida. Quem sabe esse não seja o mais duradouro de todos? E se não for… Você tem a si mesma! Tenha calma, respire fundo e vamos que vamos!
(Texto por Thaline Malvezi)
Vem quando a gente menos espera. Um dia você esta lá, ainda magoada e se lamentando por algo que aquele idiota que não te merece fez. Você não admite, mas ainda se pega pensando nele e em uma maneira de consertar e tê-lo de volta. Ficar de novo com aquele cara que não te respeitou, que te decepcionou. Ao mesmo tempo, deixa a raiva e a frustração te consumirem por dentro enquanto pensa em tudo o que aconteceu.
Então, um belo dia, você acorda se sentindo mais leve. Faz as suas atividades diárias normalmente, se sente no melhor dos humores, fazendo piadas - pela primeira vez em meses - nem um pouco amarguradas. E lá pro final do dia, percebe que não pensou nele nem ao menos uma vez. É claro, o simples fato de notar isso mostra que em você lembrou dele, mas vamos ser otimistas, não é?
Os dias vão passando, sua vida continua. Já não é mais tão difícil sair da cama pela manhã, já não dói ouvir aquela música romântica, a saudade já não é tão grande quando você lê algo sobre um assunto que tinha em comum com ele. As lembranças vão perdendo a força, enquanto você se surpreende ao enxergar que a vida pode ser muito mais divertida assim.
Então, sem aviso, aparece aquele cara gração que você conheceu por alto há algum tempo e nem ao menos reparou nele. Engraçadinho, bonito e diferente, conversar com ele vira um hábito. Ele passa a fazer parte da sua rotina, de forma direta e indireta. De repente, você se pega sorrindo sozinha, ao ver alguma coisa que te faz lembrar de uma conversa com ele. É quando percebe que aquele idiotinha que te fez mal passa longe de sua mente… Ou melhor: não percebe.
E as lembranças já não machucam, nem causam algum tipo de rancor. Aliás, as lembranças nem ao menos parecem tão brilhantes e nostálgicas como antes. São apenas lembranças, que provavelmente irão se apagar até sumir conforme o tempo vai passando. Você nota que sentir raiva deixou de ser importante, que a vingança que você planejava era apenas um plano bobo… Enfim, aquela coisa inalcançável chamada “superação” se mostra nem tão inalcançável assim.
Mas calma! Nunca se esqueça que cada experiência traz uma lição e um pouquinho de conhecimento. Aprenda de uma vez por todas que a sua felicidade não depende de ninguém, a não ser de você mesma. E vai vivendo! A vida acontece e, quando você menos esperar, vai acontecer algo que balança o seu mundo e muda tudo de lugar - e nem sempre isso é ruim.
(Texto por Thaline Malvezi)
Com os olhos baixos, ela encarava o prato à sua frente. O carré de codeiro com risotto al limone que pedira parecia delicioso, mas aquela sensação de sobe-e-desce em seu estômago eliminava qualquer possibilidade de provar seu jantar. Para ganhar tempo e tentar acalmar aquele elevador dentro de si, ela pegou a taça de vinho branco a sua frente e deu um golinho. Foi quando seus olhos cruzaram com os dele, sentado do outro lado da mesa, também em frente a um prato intocado.
Se desviar os olhos de sua comida fora para acalmar o estômago, a idéia acabou se revelando totalmente contrária às suas intenções. Ele era o motivo do sobe-e-desce em potência máxima dentro dela e quando seus olhos se cruzaram, o elevador foi à loucura. Um pouco sem graça, ela abriu um pequeno sorriso, dando um rápido vislumbre de seus dentes. Ele sorriu, não só com os lábios, mas também com seus olhos, que se curvaram e formaram ruguinhas nos cantos. O coração dela disparou.
Quase em câmera lenta, ela pegou o garfo e colocou, tentando não aparentar muito nervosismo, um pedacinho de seu jantar na boca. Estava realmente delicioso, mas exigia muita concentração para driblar o elevador em seu estômago. Ele também provou um pouquinho de seu jantar e falou, baixinho:
- Está delicioso.
Sua voz tremia um pouco. Ela concordou com a cabeça e sorriu, com carinho, ao perceber que ele também estava nervoso com aquela situação. Sentia como se seu esôfago tivesse sido cimentado, e comer era um grande desafio. Depois da terceira garfada, desistiu. Olhou para ele, que a encarava com uma intensidade quase assustadora. Ele sorriu e falou:
- Vamos dar uma volta?
Em menos de dez minutos, a conta havia sido paga e eles, finalmente, estavam livres daquele ambiente sofisticado e opressor, escolhido à dedo para o primeiro encontro. Sob o céu estrelado lá fora, a tensão pareceu se dissipar. Embora o elevador no estômago dela continuasse presente, sua intensidade diminuíra. Caminhando lentamente, mal se tocando, eles conversaram. Era tanta coisa em comum que parecia que o assunto nunca ia acabar. Mas, quando já estavam perto da casa dela, acabou.
O silencio constrangedor durou pouco. Como se atraídos por um ímã, eles se aproximaram, as bocas colaram e a sensação explodiu dentro dos dois. Era mútuo, como se – com o perdão do clichê – eles se conhecessem a muito tempo. Sorriram, no meio de beijo. Eles sabiam. Aquele era o começo de uma grande história.
(Texto por Thaline Malvezi)
Acabou, vamos em frente. Apesar da promessa de sermos amigos, perdemos o contato. Afinal, na ausência tudo fica mais fácil, né? E por melhor que a idéia pareça naquele momento, na prática a teoria é outra.
A vida seguiu. Conhecemos novas pessoas, vivemos novos romances. O coração começou a acelerar por outros motivos e aqueles momentos tão gostosos viraram uma memória, já guardada no fundo do coração. Meus sorrisos não são mais voltados para você, aquela mensagem que me acorda no meio da noite e dá aquele calorzinho na boca do estômago já não tem você como remetente. Está tudo bem comigo, assim como as coisas seguiram em sua vida também. Outros motivos para sorrir, outros destinatários para enviar sms de madrugada, outros problemas para se preocupar. Afinal, o que é a vida senão apenas o tempo passando?
Mas as vezes, confesso, bate uma saudade… Do nada, surge aquela vontade de conversar com você. Nada demais, apenas jogar conversa fora, dar risada, sentir aquela sintonia novamente. Dá vontade de te contar as novidades, de saber a sua opinião, de ser o motivo do seu sorriso. Dá saudade da sua pele contra a minha, do calor de nossos corpos, da respiração acelerada. A mordida no lábio, o puxão no cabelo, o arrepio, o sorriso de desejo, o grito abafado. São nesses momentos em que eu preciso me concentrar, controlar minha linha de raciocínio, pensar em outra coisa – qualquer coisa – para colocar aquelas lembranças de volta a onde elas pertencem: no passado.
Eu me pergunto se você também sente isso. Se, as vezes, também bate aquela vontade de me ligar, de saber como eu estou… Mas sei que não. Por maior que seja o meu desejo de te ligar e falar “Ah, olá. Lembra de mim? Eu ainda existo…”, a minha consciência é mais forte do que isso. Afinal, se preciso te lembrar da minha existência, é porque não vale a pena ainda ter você em minha vida. Pelo menos, não com a minha indiferença na sua.
(Texto por Thaline Malvezi)
- Está livre no sábado a noite?
Ela ficou em silêncio por alguns segundos. Estava livre, sim. Mas será que deveria dizer isso a ele? O protocolo manda fazer jogo duro, não se mostrar disponível, ser difícil. Homem gosta de desafio e de correr atrás, não costuma dar valor para aquilo que já conquistou. Sim, decididamente, ela deveria dizer a ele que tinha outro compromisso. Mas deveria dizer aquilo de forma gentil, mostrando-se sinceramente magoada por não poder sair com ele. É, era isso mesmo. Respirou fundo, procurando as palavras certas para dar a notícia:
- Estou livre, sim. – respondeu, sorrindo. Que se dane.
Anonymous asked: Em um fim de relacionamento que conselhos você daria para a mulherada?
Depende como terminou, de como ela tá se sentindo e tudo o mais. Mas uma coisa que costumar funcionar pra todo mundo, é nunca colocar a sua felicidade nas mãos de ninguém. Por mais que um final de relacionamento seja complicado, não é o cara que tem que ser o motivo de seus sorrisos… ele é só um complemento. Acho sempre válido lembrar disso. {acho que ficou mei confuso, mas ok hahaha}
Anonymous asked: oii! adorei seu tumblr, esta de parabéns! só uma pergunta: vc escreve sobre o que vc esta passando? tem algum "muso inspirador" para o que escreve?
Obrigaaada =)
Ah, então… Não exatamente! Algumas coisas tem a ver comigo, sim, mas eu procuro ter uma visão mais “geral” na hora de escrever. Levo em consideração as histórias que minhas amigas me contam, coisas que vejo as pessoas passarem e tudo o mais. Uma coisa ou outra tem a ver com o que eu sinto, mas não tudo :)
Mulher é assim mesmo. Quando gosta, sempre dá um jeitinho. Corre, vai atrás, faz a chata, fica no pé, se entrega. Quer se exibir, quer mostrar pro mundo o quanto é feliz, o quanto ele é legal, o quanto ele a ama.
E quando parece que as coisas estão caindo pelas tabelas, ela se descabela. Faz de tudo um pouco para salvar aquilo que considera importante, dá o sangue, dá a vida, chora até não poder mais. Deixa a dignidade de lado, tudo em nome do “grande amor” e, por mais que o instinto acione todos os alarmes e implore para ela não ligar, ela liga, ela chora, ela manda SMS… Ela quer, e vai fazer tudo o que está ao seu alcance para conseguir.
Mas, você aí! Acha que o fato de ela estar se desdobrando para ficar com você é uma garantia de tê-la sempre que quiser? É aí que se engana! Porque a mulher faz o possível, mas sua paciência também se esgota. E a partir do momento que ela coloca na cabeça que você não vale a pena, esquece, queridinho. Você perdeu. Porque as forças para te esquecer vem do mesmo lugar que as para te querer.
O jogo acabou e aquela garota maravilhosa, bonita, inteligente e interessante, que sempre esteve presente nos momentos em que você procurou uma boa companhia para o que quer que fosse, já não está mais lá, a sua espera, com um sorriso estampado nos lábios e um abraço caloroso. E se prepara, porque mulher sabe ser doce, mas quando resolve ser fria, se transforma em um iceberg. E aí, não há Titanic que aguente.